sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

a flor amarela

olha
a janela
da bela
arabela

que flor
é aquela
que arabela
molha?

é uma flor amarela.

o último andar

no último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
é lá que eu quero morar.

o último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
mas é lá que eu quero morar.

todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
é lá que eu quero morar.

quando faz lua,no terraço
fica todo o luar .
é lá que eu quero morar.

os passarinhos lá se escondem,
para nimguem os maltratar;
no último andar.

de lá se vista o mundo inteiro:
tudo parece perto,no ar.
é lá que eu quero morar.

no último andar.

a bailarina

esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

não conhece nem dó nem ré
mas sabe fica na ponta do pé.
não conhece nem mi nem fá
ma sinclina o corpo para la e para cá.

não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

roda,roda,rodacom os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

põe no cabelo uma estrela e um vêu
e diz caiu do céu.

esta menina
tão pequenina
quer ser balarina.

mas depois esquece todas as danças ,
e tambem quer domir com as outras criaças.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

o que é amizade ????

"todas as grandesas desse mundo não valem um bom amigo".

"quem encontra um amigo encontra um tesouro".

"não ame seus amigos só por que não têm defeitos;ame-os,
apesar dos seus defeitos ; e.
se quiser , ame-os precisamente
por causas dos seus defeitos,
pois o fato de terem defeitos,
que dizer que são mais humanos".

poeta á vista


não sei como põr para fora
essas idéias malucas
que me sacodem a cabeça.
é coisa muito esquisita,
parece assombração:
palavras que nascem feitas
sem nenhuma explicação.


contar aos pais
não adinta...vão dizer:
"é tudo imaginação!"
falar com a turma ... não sei.
pode virar gozação
o jeito é tentar guardar
esse caso para mim mesmo
e colocar no papel
os recados da emoção.
uma palavra aqui,
outra palavra ali...

parace que achei o caminho!
epa!mas isso tem cara de verso!
será que sou poeta!

o poeta aprendiz

ele era um menino
valente e caprino
um pequeno infante
sadio e gripante
anos tinha dez
e asas nos pes
como chumbo e bodoque
era plic e ploc
o olhar verde gaio
parecia um raio
para tangerina
pião ou menina
seu corpo moreno
vivia correndo
pulava no escuro
não importa que muro
satava de anjo
melhor que marmanjo
e dava o mergulho
sem fazer barulho
em bola de meia
jognado de meia-direitaou de ponta
passava da conta
de tanto driblar